A cotação do dólar tem operado em alta no Brasil. O dólar comercial atingiu R$ 4,35 nas casas de câmbio, considerando que o valor cobrado para o dinheiro físico embute valores administrativos mais altos. Neste cenário em que o aumento da moeda bate recordes, o  impacto surte sobre diferentes setores.

Atualmente, se destacam entre os fatores que influenciam o aumento do dólar a instabilidade política e a presente indefinição do cenário eleitoral, além da alta dos juros nos Estados Unidos, que acontece porque os investidores optam por aplicar os recursos no país, considerando que a economia americana é mais estável e as taxas pagas estão melhores.

Neste cenário a alta do dólar chega ao bolso do consumidor, considerando que o mercado importador encontra o aumento no preço das matérias-primas e repassa o acréscimo para o valor final dos produtos. O reflexo é maior no caso de eletrônicos e eletrodomésticos, produtos derivados do trigo e do petróleo, além de remédios importados ou feitos com insumos do exterior. Já para quem viaja o cenário é um pouco mais complicado, além da  compra da moeda, as hospedagens e as passagens aéreas passam a custar mais.

Por outro lado, a alta do dólar favorece as empresas que atuam com produtos exportados e/ou profissionais que obtém renda paga em dólar. É positivo também para as empresas nacionais com investimentos ligados ao dólar no mercado financeiro, tornando os fundos cambiais mais atrativos. O impacto também é sentido no turismo, pois a variação cambial estimula o brasileiro a viajar mais no Brasil e o estrangeiro encontra preços mais atrativos na comparação com a sua moeda.

Apesar dessas vantagens, mesmo esses setores sofrem com a alta da moeda americana, já que a longo prazo o valor alto afeta o cotidiano das pessoas porque influencia diretamente a inflação. Desta forma, o dólar valorizado retrata uma economia em desequilíbrio, que influencia no cenário em que o cidadão comum perde poder de compra em relação ao resto do mundo.

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