Fatores externos relacionados a situações políticas, econômicas, taxas cambiais e de juros, do Brasil e de outros países, impactam diretamente no segmento financeiro. Assim, analisar os últimos seis meses do período ajuda a prever o que o mercado pode esperar para o segundo semestre de 2018.

É importante considerar também a expectativa de diminuição da recessão, fator que caracteriza o período em que há queda na atividade econômica em geral, com destaque para o aumento do desemprego, a redução da taxa de lucro, a falência de algumas empresas e a queda do nível de investimento. Para este ano, o Ministério da Fazenda previu a possibilidade de crescimento para 3%.

Em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita cresceu 1%, número ainda pequeno para que a população absorvesse os efeitos da saída da recessão. Atualmente, o segmento econômico destaca uma inflação mais contida, o aumento de preços em ritmo lento e a taxa Selic em 6,5%, no menor nível histórico registrado. Ainda que o cenário seja mais positivo que negativo, economicamente falando, é necessário ter cautela considerando que o próximo período se destaca pelas eleições em nível federal, que impactam a forma como o Brasil é visto, dentro e fora do país.

Neste sentido, a situação exige cautela para as pessoas físicas e jurídicas que desejam aportar ou investir um valor considerável em decisões que se concretizem a longo prazo. Isso porque, a retomada da economia segue ainda lenta, possivelmente prejudicada com as incertezas em torno das eleições que ocorrem neste segundo semestre.

A recomendação é para optar por desacelerar as escolhas que aconteçam em um período muito longo, como é o caso da compra e/ou financiamentos de bens móveis ou imóveis. No âmbito dos investimentos, torna-se mais seguro escolher aplicações que rendam mensalmente e não possuam taxas altas de cancelamento, caso precisem ser feitos em situações de reviravoltas da economia.

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