A inflação se caracteriza de forma objetiva como o aumento dos preços de bens e serviços, isto é, implica na diminuição do poder de compra da moeda. De acordo com o Banco Central do Brasil, a inflação é medida pelos índices de preços, que são variados no País.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o índice utilizado como referência do sistema de metas para a inflação. O indicador estima o custo da “cesta de produtos e serviços” que reflete os padrões e hábitos de consumo das famílias brasileiras com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos.

A inflação sofre alteração com base na oferta e demanda na economia. Isto é, quanto mais os consumidores registram interesse em adquirir produtos e serviços e/ou nas situações em que determinados itens estão escassos, o aumento de preços acontece.

Neste cenário, a inflação provoca incertezas na economia, desestimula investimentos e prejudica o crescimento econômico. Além disso, esta situação afeta relativamente as camadas menos favorecidas da população, visto que essas pessoas têm menos recursos financeiros disponíveis, influenciando no poder de compra das famílias.

Por outro lado, a inflação aumenta o custo da dívida pública, já que as taxas de juros da dívida pública precisam abranger o efeito da inflação, e também assimilar o risco das incertezas associadas aos preços mais altos. Desta forma, contribui com a redução dos investimentos dos empresários, que podem ficar preocupados com os custos para produzir ou com a demanda dos consumidores.

Este ambiente de incerteza sobre a economia pode paralisar projetos, mas representa que a economia vai bem. Assim, pode ser interpretada como um sinal de que a economia de um país está em movimento e aquecida.